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Yesterday I had to take one of the most painful decisions I ever made. 

I also thought things would be just fine, that I would endure the pain. That at the and happiness would be my armour to whatever would make me feel down, but that wasn’t happening. Even though I wanted to feel the same things you felt, my heart was aching and I had the feeling that my life at the moment was a complete lie. I don’t know what else to say to you, but I’m really sorry. I really, really know, how this hurts, because it’s hurting me too. But it had to be done. I love you and I was trying to protect you from me.

I’m not the one for you. I’m really sorry for thinking that I was. 

Fwd: Re: Tegami

Você está feliz com o momento da vida em que se encontra? 

Eu cheguei a conclusão de que sou mais feita de caos do que ordem, de fios desalinhados, de casas destruídas e incêndios interiores que duram uma semana toda. A felicidade em meio a tudo isso, me parece quase impossível. Difícil colocar a bandeira da felicidade na porta da casa para que todos vejam. A minha é torta e desajeitada e nunca dura muito. Eu sei que estão secretamente rindo do meu esforço débil em ser feliz. E eu sei o porque.

Porque é difícil. A felicidade se desmancha e derrete e e absorvida pela terra. Porque somos obcecados com diversos ideais e eu nao me encaixo em nenhum ideal social. Porque eu vivo minhas pequenas mentiras ate elas serem grandes e tentarem me sufocar de madrugada.

medidas

Um poema sobre eu, você e a falta de métrica do dia-a-dia que não sabe contar as sílabas poéticas do meu coração até o teu. 

distância é
a discrepância
quilométrica
entre o estar
e o sou

sou eu
cada dia mais tua
a cada metro
em que o tempo
não está

estou eu
percorrendo na mente
cada centímetro
da tua pele
onde eu fui

distância é
prencher
cada milímetro
com todas as cores
da saudade


somos nós
(aqui)

nepente

[x]

As folhas secas estalam sob meus pés descalços. O vento frio bagunça o meu cabelo e eu desdobro-me, sentindo o meu interior voar e dispersar-se. Para o novo, é necessário desfazer-se. As cicatrizes finas vão se mudando e desaparecendo; as memórias, doloridas, finalmente vão dando lugar para o presente acontecer e se modelar. Minha voz, antes rouca e dolorida, vai se transformando em um constante ritmo de uma gargalhada. As lágrimas, que já secaram há muito, deixam no meu rosto o espaço para sorrir e sonhar. Eu fecho os olhos e mentalmente me transporto para perto de quem curou todas as minhas dores. Nas minhas lembranças, apenas o dedilhar de sonhos das suas mãos. 

baby i’m sure

Falo tanto das minhas próprias cicatrizes que deixei de notá-las como o que são: cicatrizes, passado. Há alguns dias minhas manhãs parecem mais claras, menos tortuosas, menos doídas. Eu sorrio sem motivo. As cartas do meu baralho vão se ajeitando para formar um castelo de cartas que é mais resistente do que tudo. O futuro se estende, as linhas desenham-se além de onde consigo enxergá-las e eu sei que esse é o momento. Danço nos tons pastéis da manhã, mesmo com a sua ausência, pois sei que nos encontraremos nos acasos e nas ocasiões da vida. 

Fazia já algum tempo que eu não sentia meu coração tão em paz <3

The greatest satisfaction you can obtain from life is your pleasure in producing, in your own individual way, something of value to your fellowmen. That is creative living!

When we consider that each of us has only one life to live, isn’t it rather tragic to find men and women, with brains capable of comprehending the stars and the planets, talking about the weather; men and women, with hands capable of creating works of art, using those hands only for routine tasks; men and women, capable of independent thought, using their minds as a bowling-alley for popular ideas; men and women, capable of greatness, wallowing in mediocrity; men and women, capable of self-expression, slowly dying a mental death while they babble the confused monotone of the mob?

For you, life can be a succession of glorious adventures. Or it can be a monotonous bore.

Take your choice!

– Neil Gaiman

Anytime, anywhere

O tempo desdobra-se, preguiçoso, torturando-me com a sensação de não estar no controle. Eu sinto o toque doce das lembranças em minha pele, cada dia menos intensamente. Antecipo o momento em que a realidade se fará momentânea e meu coração arrítmico escapa suas batidas de sempre, enquanto me sufoco nas sensações que eu não tenho. Os dedos das memórias dedilham o contorno das minhas costas nuas enquanto o tempo continua me mostrando minha impotência em relação a ele. O tempo me diz que sou dele, apenas dele. Resta-me apenas contar os dias e esperar que os monstros embaixo da minha cama não acordem quando eu sair. 

tags: suicide comtemplation

A sociedade nos trás um aspecto interessante: a idolatração de um modelo onde somos completos e quebrados, procurando por outras existências quebradas e repartidas para finalmente tornar-se uma coisa. Pois sem estas existências complementares, você é permanentemente algo em manutenção e construção. Pegue os seus pedaços no chão e monte um quebra-cabeça com os pedaços alheios, até ver que as peças não se encaixam (e nem nunca vão se encaixar). Enquanto você não aceita seu vazio, você procura a fantasia das peças se encaixando, da superfície plana, da vida sem cicatrizes, das mãos não calejadas, do sangue que não preenche a banheira. 

Você é a pessoa favorita de alguém?

O quão certo você está disso?

O quanto você pretende existir após o choque frio violento com a realidade?

maggie and milly and molly and may

went down to the beach(to play one day)

and maggie discovered a shell that sang

so sweetly she couldn’t remember her troubles,

and milly befriended a stranded star

whose rays five languid fingers were;

and molly was chased by a horrible thing

which raced sideways while blowing bubbles:

and may came home with a smooth round stone

as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose(like a you or a me)

it’s always ourselves we find in the sea

- E. E. Cummings

tickling noise

O som constante, rítmico, persistente, quase onipresente.

Tento sobrepor com as camadas de som da vida. Me ocupo sempre em todos os níveis para que eu não ouça o som que me acompanhada sempre no fundo.

Um irritante tic tac.

Às vezes eu penso que é uma contagem regressiva. Tento afastar esse pensamento, mas o tic tac acompanha os segundos de insônia e as longas horas de paranóia.

Ou pode ser só a passagem do tempo (que por si só já é um prelúdio de morte).

Seja qual forem as unidades de tempo dessa contagem, o que me perturba é que há algo sendo medido.

A cada instante.

querida a.h.

Escrevo-lhe essa carta com necessidade e voracidade, que peço que perdoe os borrões que a minha escrita canhota sempre trás. Nunca fui acostumada às cartas. Antes, quando tinha uma nas mãos, abri-la era desarmar uma bomba. Pois uma carta aberta passa dia e noite ansiando por uma resposta, e como minhas respostas eram curtas e monótonas, não podia correr o risco de abrir um objeto tão perigoso. Quem abriu um pouco de luz e me fez ver que uma resposta curta ainda era valiosa foi você com os seus bilhetes quase telegráficos. Esperava cada dia ansiosamente pelos bilhetes que era cuidadosamente inseridos no vão que ficava na parte inferior da janela. Agora, aqueles dias de verão que nunca acabavam, seja por causa do tédio, seja por causa das milhões de aventuras que tivemos, chegaram a um ponto final. Estou a várias milhas de distância e meu coração deseja saber que ainda posso encontrá-la em algum lugar. Sinto terrivelmente a sua falta. 

Você sabe onde me encontrar agora,

V.S.

origami

fechava as mãos

e sentia os dedos dobrarem-se 

com a intensidade que ninguém sentiria

fechava os olhos

e via as pálpebras desdobrarem-se

e via a escuridão que ninguém veria

respirava fundo

sentindo os pulmões encherem-se de ar

como as dobraduras de balão que fazia

respirou ainda mais fundo

antes de abrir as duas cicatrizes 

e mergulhar (desdobrando-se) na água

It’s much easier to not know things sometimes. Things change and friends leave. And life doesn’t stop for anybody. I wanted to laugh. Or maybe get mad. Or maybe shrug at how strange everybody was, especially me. I think the idea is that every person has to live for his or her own life and than make the choice to share it with other people. You can’t just sit their and put everybody’s lives ahead of yours and think that counts as love. You just can’t. You have to do things. I’m going to do what I want to do. I’m going to be who I really am. And I’m going to figure out what that is. And we could all sit around and wonder and feel bad about each other and blame a lot of people for what they did or didn’t do or what they didn’t know. I don’t know. I guess there could always be someone to blame. It’s just different. Maybe it’s good to put things in perspective, but sometimes, I think that the only perspective is to really be there. Because it’s okay to feel things. I was really there. And that was enough to make me feel infinite. I feel infinite.

The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky.